GlowUp Hialurônico vale a pena?
Pontos a favor
- Garantia de 30 dias com devolução integral do valor, segundo a página
- Frete grátis em todos os planos
- Ácido hialurônico oral tem estudos recentes com resultado positivo sobre hidratação da pele
- Plano de cinco meses chega a R$ 1,71 por dia à vista
- Informa pelo menos um telefone e um e-mail de contato
- O FAQ recomenda consultar médico para gestantes, lactantes e quem tem condição de saúde
Pontos de atenção
- Nenhuma dose declarada para os nove ingredientes
- Duas cápsulas de 500 mg dão cerca de 1 g por dia, pouco para colágeno em dose de estudo
- Selo “aprovado pela Anvisa” sem número de notificação ou qualquer comprovação
- Promete tratar a pele “definitivamente” e afirma ausência de efeitos colaterais
- Sem nome da empresa, sem CNPJ e sem endereço na página
- Parcelamento em 12x custa R$ 32 a R$ 53 a mais que o valor à vista
- Preço “De” riscado (R$ 197, 297 e 397) sem prova de que já foi cobrado
O que é o GlowUp Hialurônico?
O GlowUp Hialurônico é um suplemento alimentar em cápsulas vendido pelo site glowuphialuronico.com e processado pela Monetizze. A página o apresenta como uma fórmula de “alta absorção” que nutre a pele de dentro para fora e também reforça cabelo e unhas. O pote mostrado nas fotos do vendedor traz no rótulo “suplemento alimentar em cápsulas”, “500 mg”, “com colágeno hidrolisado”, “60 cápsulas” e peso líquido de 30 g, o que confere com a conta de 60 cápsulas de 500 mg.
Ele pertence a uma categoria muito comum no mercado brasileiro: o chamado “colágeno com ácido hialurônico”, que costuma vir em pó, em sachê ou em cápsula. O que muda de um produto para outro é a lista de ativos e, principalmente, a dose de cada um. Neste caso, a lista é mais longa que a média, com nove itens na tabela, e a dose não aparece em lugar nenhum.
O texto de venda usa uma expressão própria, o “Ativador Glow Shield”, descrito como um sistema que primeiro cria uma barreira antioxidante e depois estimula a produção natural de colágeno e de ácido hialurônico. Não encontramos na página nenhuma explicação técnica sobre o que seria esse sistema, quais ingredientes o formam nem estudo sobre ele. Tratamos o nome como marca comercial, não como tecnologia comprovada.
O AuditaDose avalia principalmente suplementos e, em cada um, olha para quatro coisas: se a dose faz sentido, se o preço real compensa, se o reembolso é claro e se o vendedor é transparente. No GlowUp, a primeira e a última são justamente as que ficam sem resposta, e é isso que puxa a nota para baixo.
Uma observação sobre o público: a página fala sempre com mulheres, e os quatro depoimentos têm entre 28 e 46 anos. Nada impede um homem de usar um suplemento desse tipo, mas as alegações de beleza e de “glow” são dirigidas a um público específico, e é nesse público que o apelo emocional do anúncio tende a pesar mais que a composição.
Como se usa
| Item | Apresentação | Posologia | Dura |
|---|---|---|---|
| GlowUp Hialurônico | Cápsulas de 500 mg, pote com 60 | 2 cápsulas por dia, de preferência antes das principais refeições, com um copo de água | 30 dias por pote de 60 cápsulas |
Quem vende
A página não informa o nome da empresa responsável, o CNPJ nem o endereço. O que aparece no rodapé é o telefone (37) 99109-5839 e o e-mail contato@glowup.com.br. O telefone tem DDD 37, que é o do centro-oeste de Minas Gerais, mas isso é só uma pista: a página não afirma onde a empresa fica. As páginas de Política de Privacidade e Termos de Uso estão citadas, mas não conseguimos ler o texto delas a partir da página de vendas.
Na pesquisa que fizemos, não encontramos nenhuma página do GlowUp brasileiro no Reclame Aqui, nem avaliações independentes em português. Os resultados que apareceram com o nome “Glow Up” eram de lojas argentinas e espanholas, de produtos diferentes, e não os usamos como referência. Ausência de reclamações não prova que o produto é bom: pode só indicar que o vendedor é novo ou que ainda não tem volume de vendas para aparecer.
Antes de comprar, vale pedir por e-mail três informações: a razão social e o CNPJ, a tabela nutricional completa com a quantidade de cada ingrediente por porção e o número de notificação do produto na Anvisa, se existir. Um vendedor sério responde isso em um dia útil. Se a resposta for evasiva, já é uma resposta.
As fórmulas do GlowUp Hialurônico, uma a uma
Como o produto tem uma única fórmula, avaliamos tudo em um bloco só. A tabela abaixo compara cada ingrediente com o que a pesquisa costuma usar. Como a página não informa dose alguma, a coluna “No rótulo” mostra “não informada” em quase todas as linhas, e a coluna “Dose estudada” serve de referência para você perguntar ao vendedor.
GlowUp Hialurônico
4/10A primeira conta que importa é a do espaço. O rótulo mostra cápsulas de 500 mg e a página manda tomar duas por dia. Isso dá cerca de 1.000 mg de conteúdo por dia, e nesse grama cabem, ao mesmo tempo, ácido hialurônico, resveratrol, colágeno, sulfato de zinco, óleo de rosa mosqueta, glicerina, alantoína, vitamina E e romã, além de licopeno e selênio, que a página cita nos benefícios. Mesmo que a fábrica use todo o espaço sem excipiente nenhum, a média fica abaixo de 100 mg por ingrediente.
Colágeno hidrolisado é o ingrediente que mais sofre com essa conta. Os estudos que mostraram efeito sobre a pele usaram, em geral, de 2,5 g a 10 g por dia, em pó ou líquido. Uma cápsula de 500 mg não consegue entregar isso: para chegar a 2,5 g seriam cinco cápsulas só de colágeno, sem nenhum outro ingrediente. Em um produto de duas cápsulas por dia, o colágeno só pode estar presente em quantidade simbólica. O texto do rótulo “com colágeno hidrolisado” é verdadeiro, mas não diz que a dose chega perto do que foi estudado.
O ácido hialurônico oral é, entre os ativos da lista, o que tem apoio mais recente. Um ensaio duplo-cego com 129 mulheres, publicado em 2023, encontrou aumento da hidratação da pele entre duas e oito semanas de uso. Um ensaio de 2025 com 150 adultos, controlado por placebo, testou 60 mg e 120 mg por dia de hialuronato de sódio por 12 semanas e viu melhora de hidratação e de barreira da pele, com efeito maior na dose mais alta. Esses estudos usam doses na faixa de dezenas a poucas centenas de miligramas. Se o GlowUp tiver, por exemplo, 50 mg por dia, estaria perto do início da faixa, mas a página não diz. Os dois estudos também são de tamanho modesto e testam produtos específicos, não o GlowUp.
O resveratrol é um antioxidante bem conhecido de laboratório, mas a evidência de que ele melhora a pele quando tomado por via oral é fraca e as doses usadas em ensaios variam muito, de dezenas a centenas de miligramas. O mesmo vale para vitamina E e para romã: são antioxidantes plausíveis, só que o efeito visível sobre rugas e brilho, em quem não tem deficiência, não está bem estabelecido.
O sulfato de zinco merece atenção própria. O zinco tem papel conhecido na cicatrização e no controle da acne em algumas situações, mas é um mineral com teto de segurança: o limite superior diário para adultos costuma ser citado como 40 mg de zinco elementar, e a ingestão diária recomendada pela Anvisa para adultos é de 7 mg. Como o sulfato de zinco heptaidratado tem cerca de 23% de zinco elementar, um excesso de composto vira excesso de mineral rapidamente. Por isso a dose precisaria estar escrita.
Há ainda um ponto de coerência. Glicerina e alantoína, ambas na tabela, são ingredientes que costumam aparecer em cosméticos de uso na pele. Dentro de uma cápsula engolida, a função deles é menos clara. Também não encontramos explicação de por que um “óleo” de rosa mosqueta e a glicerina, que são líquidos ou semilíquidos, estariam numa cápsula de conteúdo declarado em pó. Nada disso prova erro, mas são perguntas legítimas para o vendedor, que a página não responde.
O resultado prático é uma fórmula com uma lista bonita e nenhuma forma de conferência. Para o consumidor, o risco é pagar pelo nome do ingrediente e receber uma dose que não faz diferença, exatamente como acontece com o colágeno em cápsulas de 500 mg.
| Ingrediente | No rótulo | Dose estudada | Situação |
|---|---|---|---|
| Ácido hialurônico É o ativo com mais apoio de estudos orais, mas sem dose não dá para saber se está na faixa. | Não informada | 60 a 120 mg por dia em ensaios recentes | Não informado |
| Colágeno hidrolisado Duas cápsulas de 500 mg somam 1 g no total, impossível chegar à faixa estudada. | Não informada | 2,5 a 10 g por dia | Acima do permitido |
| Resveratrol Evidência oral sobre pele é fraca; sem dose, não há como conferir. | Não informada | Faixa varia entre estudos | Não informado |
| Sulfato de zinco Mineral com limite de segurança. A dose precisaria estar no rótulo. | Não informada | Ingestão recomendada de 7 mg/dia; teto de cerca de 40 mg | Não informado |
| Óleo de rosa mosqueta Aparece mais em usos tópicos; o papel dentro de uma cápsula não é explicado. | Não informada | Faixa varia entre estudos | Sem dose de referência |
| Glicerina Ingrediente típico de hidratantes de uso na pele. | Não informada | Sem dose de referência para o objetivo anunciado | Sem dose de referência |
| Alantoína Associada a cosméticos calmantes; a função oral não é explicada na página. | Não informada | Sem dose de referência para uso oral | Sem dose de referência |
| Vitamina E Antioxidante comum; sem dose, não se sabe se há quantidade relevante. | Não informada | Ingestão recomendada de cerca de 10 mg/dia | Não informado |
| Romã Polifenóis plausíveis, mas sem extrato padronizado nem dose declarados. | Não informada | Faixa varia entre estudos | Não informado |
| Licopeno e selênio A página fala do complexo com licopeno e selênio, mas os dois não estão na tabela de ingredientes. | Citados nos benefícios, fora da tabela | Selênio: ingestão recomendada de 34 µg/dia | Acima do permitido |
As promessas do GlowUp Hialurônico se sustentam?
A página faz promessas fortes sobre pele, cabelo e unhas. Conferimos as principais contra o que se sabe dos ingredientes. A página mostra uma seção chamada “Estudos”, mas ela contém só uma comparação visual com um sérum e com o botox, sem nenhum estudo citado.
“Trata os problemas da pele definitivamente”
Suplemento alimentar não trata doença nem resolve problema de pele de forma definitiva. Essa é uma alegação que a regulação de suplementos não permite e que nenhum ingrediente da lista sustenta. Se existe um problema de pele, a causa precisa ser avaliada por dermatologista.
“Ausência de efeitos colaterais” e “100% natural”
Nenhum suplemento é livre de efeitos adversos para todo mundo, e “natural” não é sinônimo de seguro. O próprio FAQ recomenda consultar médico em gestantes, lactantes e pessoas com condições de saúde, o que contradiz a ideia de ausência de risco. O zinco, em excesso, causa enjoo, e o colágeno pode provocar reação em quem tem alergia à fonte, por exemplo peixe, que a página não informa.
“Aprovado pela Anvisa, em total conformidade, aprovado em todos os testes exigidos”
Suplementos alimentares em geral não passam por aprovação individual da Anvisa como os medicamentos, e a página não mostra número de notificação, lote ou qualquer documento. A afirmação não pode ser conferida a partir da página e deve ser tratada como não comprovada até o vendedor apresentar o documento.
“Estimula a produção natural de colágeno e ácido hialurônico”
Colágeno ingerido é digerido em peptídeos, e há estudos sugerindo que esses peptídeos podem sinalizar para as células da pele, mas o efeito é modesto e depende de doses de gramas. Em uma cápsula de 500 mg, isso não se aplica. Para o hialurônico oral há ensaios positivos, ainda de tamanho pequeno.
“Resultados visíveis em poucas semanas” (FAQ: de 3 a 4 semanas)
Os ensaios de ácido hialurônico mostraram mudança de hidratação entre 2 e 12 semanas, mas medida com aparelho. “Visível a olho nu” é outra coisa e varia muito de pessoa para pessoa. O prazo de 3 a 4 semanas é plausível para hidratação, não para rugas ou firmeza.
“Ajuda a reduzir a queda, estimula o crescimento de novos fios e retarda os fios brancos”
Não há na lista de ingredientes nada que a pesquisa associe a retardar fios brancos. Queda de cabelo tem causas variadas, como deficiência de ferro, tireoide, estresse e genética, e precisa de investigação. Tomar um suplemento sem exame pode atrasar o diagnóstico.
“Clareia manchas” (rosa mosqueta)
A afirmação é feita sobre o óleo, que costuma ser usado na pele. Não encontramos apoio para clareamento de manchas por via oral e a dose de rosa mosqueta no produto não é informada.
Comparação com sérum (a partir de R$ 250) e botox (a partir de R$ 3.500)
É uma comparação de marketing, com ícones de “sim” e “não” e sem nenhum dado. Botox atua sobre músculos e não é substituído por um suplemento. Comparar preços de tratamentos com mecanismos diferentes não prova eficácia.
Quanto custa de verdade o GlowUp Hialurônico?
| Plano | Total | Por dia | Por mês |
|---|
A página vende três planos, todos com frete grátis para o Brasil: 1 mês (60 cápsulas) por R$ 157 à vista, 3 meses (180 cápsulas) por R$ 197 à vista e 5 meses (300 cápsulas) por R$ 257 à vista. No cartão, a página oferece 12 parcelas de R$ 15,76, R$ 19,78 e R$ 25,80, respectivamente.
O custo por dia, com a dose de 2 cápsulas, fica assim: R$ 5,23 no plano de 1 mês (157 dividido por 30 dias), R$ 2,19 no de 3 meses (197 dividido por 90) e R$ 1,71 no de 5 meses (257 dividido por 150). O custo por cápsula é R$ 2,62, R$ 1,09 e R$ 0,86. Usamos o menor preço confirmado, o de cinco meses, para o custo por dia mais baixo, e o plano mensal para o mais alto.
O parcelamento sai mais caro. Doze parcelas de R$ 15,76 somam R$ 189,12, ou R$ 32,12 a mais que o valor à vista de R$ 157. No plano de três meses, 12 vezes R$ 19,78 somam R$ 237,36, ou R$ 40,36 a mais. No de cinco meses, 12 vezes R$ 25,80 somam R$ 309,60, ou R$ 52,60 a mais. A página não diz se há juros, mas a diferença indica que o preço “à vista” é um desconto, e não o preço normal.
Os preços riscados “De R$ 197”, “De R$ 297” e “De R$ 397” fazem o desconto parecer maior que é. Em relação ao preço riscado, os planos teriam 20%, 34% e 35% de desconto, e a faixa do site fala em “30% OFF”. Não há como saber se algum desses valores já foi cobrado de fato. Trate o preço à vista como o preço real. Também aparece uma faixa de “brindes grátis” sem dizer quais são; peça a lista por escrito antes de pagar.
Como saber se vale a pena: o plano mensal é caro para um suplemento de doses desconhecidas. O de cinco meses reduz muito o custo por dia, mas aumenta o risco de pagar R$ 257 por algo que você pode não tolerar ou que pode não funcionar. Uma estratégia mais prudente, para quem decidir comprar, é pegar o pote de um mês, usar por quatro semanas, observar a pele e só então pensar em planos maiores. Se preferir os planos maiores, guarde o comprovante e o e-mail da garantia desde o primeiro dia.
Dá para pedir reembolso do GlowUp Hialurônico?
Garantia anunciada: 30 dias. A página oferece 30 dias de garantia com devolução integral, “sem burocracias”, mediante contato com a empresa.
A garantia anunciada é de 30 dias completos para experimentar o produto. Se você não ficar satisfeito, a página diz que basta entrar em contato e que o valor será devolvido, “sem burocracias”. Esse é o ponto mais forte da oferta, mas a página não explica como pedir o reembolso: não informa e-mail específico para isso, prazo de resposta, se o frasco aberto é aceito nem quem paga o frete de devolução.
Além da garantia do vendedor, existe a proteção da lei. Pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, em compras feitas pela internet você pode desistir em até 7 dias corridos, contados do recebimento, sem dar justificativa, e o vendedor deve devolver o valor, inclusive o frete. A garantia de 30 dias é um prazo mais generoso que a lei, e vale o que estiver escrito, então guarde um print da página no dia da compra.
Uma atenção prática: os 30 dias da página são “para experimentar”, mas o efeito prometido leva de 3 a 4 semanas para aparecer, segundo o próprio FAQ. Isso deixa pouca margem. Se você decidir pedir o reembolso, não espere o último dia: peça entre o 20º e o 25º dia, por escrito, para ter tempo de a empresa responder dentro do prazo.
- Guarde o e-mail de confirmação, o comprovante de pagamento da Monetizze e um print da página com a garantia de 30 dias.
- Escreva para contato@glowup.com.br pedindo o reembolso, informando nome, CPF, número do pedido e data da compra. Se preferir, use o telefone (37) 99109-5839 e peça o número de protocolo.
- Se não houver resposta em poucos dias, abra um chamado pela área de suporte da Monetizze, plataforma que processa o pagamento, anexando as mensagens trocadas.
- Persistindo o problema, registre reclamação no Procon e na plataforma consumidor.gov.br.
- Pagou no cartão? Você também pode contestar a cobrança com o banco emissor se o vendedor se recusar a devolver dentro do prazo prometido.
Para entender seus direitos em qualquer compra online, leia o guia direito de arrependimento e reembolso.
Segurança, interações e quem deve evitar
Suplementos não são inofensivos só por serem vendidos sem receita. O GlowUp traz uma mistura de ingredientes sem dose, e a página afirma que não há efeitos colaterais, o que não é uma informação confiável. Estes são os cuidados principais:
A própria página diz que gestantes e lactantes devem consultar médico. Como as doses de zinco, vitamina E, selênio e resveratrol não são informadas, o mais prudente é não usar sem orientação.
A página não informa a origem do colágeno (bovino, suíno ou de peixe) nem lista alérgenos. Quem tem alergia a peixe ou a carne bovina deve perguntar antes de comprar.
O zinco tem teto de segurança e, em excesso, causa enjoo e, com o tempo, pode atrapalhar a absorção de cobre. Se você já toma multivitamínico ou outro suplemento com zinco, a soma pode passar do limite sem você perceber.
A vitamina E em doses altas pode aumentar o risco de sangramento em quem usa anticoagulantes. Quem tem doença renal, hepática ou usa medicamentos contínuos deve falar com o médico antes de começar qualquer suplemento.
Acne, manchas que mudam, feridas que não cicatrizam e queda de cabelo intensa podem ter causa tratável. Procure dermatologista antes de apostar em suplemento, e nunca interrompa um tratamento já prescrito por conta do produto.
Se aparecer coceira, manchas, inchaço, enjoo forte ou dor abdominal, suspenda o uso e procure atendimento. Guarde a embalagem e o lote para relatar ao vendedor e ao serviço de saúde.
Esta seção é informativa e não substitui consulta médica. Em caso de gravidez, amamentação, doenças crônicas ou uso de medicamentos, converse com seu médico antes de começar.
Pontos de atenção que encontramos
A tabela da página lista nove ativos e não traz a quantidade de nenhum deles, nem a tabela nutricional de um rótulo comum.
Duas cápsulas de 500 mg somam 1 g por dia para toda a fórmula, enquanto os estudos de colágeno usam entre 2,5 g e 10 g de colágeno sozinho.
A página repete que o produto está “aprovado em todos os testes exigidos”, mas não mostra nenhum número de notificação ou documento. Não foi possível confirmar.
Dizer que “trata os problemas da pele definitivamente” e que não tem efeitos colaterais vai além do que um suplemento pode prometer.
Não há razão social, CNPJ ou endereço, só um telefone e um e-mail. É difícil saber quem responde por um problema de qualidade.
Os preços “De” de R$ 197, R$ 297 e R$ 397 podem nunca ter sido praticados, e o parcelamento em 12x custa de R$ 32 a R$ 53 a mais que o valor à vista.
Licopeno e selênio aparecem nos benefícios como parte do “complexo antioxidante”, mas não constam da lista de ingredientes.
Quatro depoimentos de mulheres de 28 a 46 anos, com nome e idade, mas sem foto verificável, sobrenome completo nem como foram obtidos. Não os tratamos como evidência.
Para quem o GlowUp Hialurônico serve, e para quem não
Pode fazer sentido se
- Quem já conversou com um dermatologista ou nutricionista e quer testar ácido hialurônico oral como complemento, aceitando que a dose do produto é desconhecida
- Quem prefere um produto com garantia de 30 dias e vai registrar a compra para usar essa garantia
- Quem entende que suplemento não substitui protetor solar, hidratação e sono, e quer apenas um complemento
Melhor pular se
- Você quer um produto com dose comprovada de colágeno: uma cápsula de 500 mg não entrega isso
- Você é gestante, lactante ou usa anticoagulante e não tem liberação médica
- Você precisa saber a dose de zinco, selênio ou vitamina E por já tomar outros suplementos
- Você compra só de empresas com CNPJ, endereço e número de notificação visíveis
- Você espera um efeito “definitivo” ou parecido com o de procedimentos estéticos
Como comparar com outros produtos
Antes de decidir, compare o GlowUp com outros suplementos de pele usando sempre os mesmos critérios, porque as notas só fazem sentido quando a régua é igual.
- Dose por porção: o rótulo informa a quantidade de cada ingrediente, na forma química usada nos estudos? Aqui, não.
- Colágeno em gramas: produtos com colágeno em pó costumam declarar de 2,5 g a 10 g por porção, e custam menos por grama útil que cápsulas.
- Ácido hialurônico: procure a dose em miligramas, de preferência na faixa de dezenas a poucas centenas por dia.
- Custo por dia: divida o preço total pela duração real do pote, não pelo valor “De”. No GlowUp, de R$ 1,71 a R$ 5,23 por dia.
- Identificação da empresa: razão social, CNPJ, endereço e canal de atendimento visíveis na página.
- Promessas: desconfie de “definitivo”, “sem efeitos colaterais” e “aprovado pela Anvisa” sem número.
Use a calculadora de custo por dose e o guia como ler o rótulo de um suplemento para fazer a mesma conta com qualquer produto.
Confira preço, planos e condições na página do vendedor antes de decidir.
Divulgação: este é um link de afiliado. Se você comprar, podemos receber uma comissão sem custo extra, e isso não altera a nota. Saiba mais.
Como fizemos esta avaliação
Não compramos nem usamos o GlowUp Hialurônico. Esta avaliação audita a oferta como ela apareceu em 17/10/2026. Conferimos:
- A página de vendas glowuphialuronico.com: ingredientes, modo de uso, planos, preços, parcelamento, garantia, FAQ e depoimentos
- As fotos do pote do vendedor: rótulo com 60 cápsulas, 500 mg por cápsula e 30 g de peso líquido
- Estudos publicados sobre ácido hialurônico oral e hidratação da pele em adultos
- Buscas por reclamações e avaliações do produto no Brasil: não encontramos registro no Reclame Aqui
- O que a lei prevê para devolução em compra pela internet (art. 49 do Código de Defesa do Consumidor)
Fontes
- Página de vendas do GlowUp Hialurônico
- Oral administration of hyaluronic acid to improve skin conditions via a randomized double-blind clinical test (PubMed, 2023)
- Oral sodium hyaluronate improves skin hydration, barrier function and signs of aging: ensaio com 150 adultos (PubMed)
Notas: dose 2.5, preço 5, reembolso 6, transparência 2.5. Como calculamos.
Perguntas frequentes sobre o GlowUp Hialurônico
O GlowUp Hialurônico funciona?
Não dá para dizer pela página. O ácido hialurônico oral tem estudos positivos sobre hidratação da pele, mas a dose do GlowUp não é informada, e o resto da fórmula tem evidência fraca ou impossível de conferir. Se funcionar, o efeito esperado é moderado, medido em hidratação, e não um resultado dramático ou definitivo.
Quanto custa o GlowUp por dia?
No plano de um mês, R$ 157 à vista, o custo é R$ 5,23 por dia. No de três meses, R$ 197, são R$ 2,19 por dia. No de cinco meses, R$ 257, são R$ 1,71 por dia, sempre com duas cápsulas diárias e frete grátis. No parcelamento em 12x o total é maior.
Quantas cápsulas vêm em cada plano e por quanto tempo duram?
Um mês vem com 60 cápsulas, três meses com 180 e cinco meses com 300. Como a dose é de duas cápsulas por dia, duram 30, 90 e 150 dias, respectivamente.
O GlowUp é aprovado pela Anvisa?
A página diz que sim, mas não mostra número de notificação ou documento. Suplementos alimentares em geral não têm uma aprovação individual como os remédios. Peça ao vendedor a comprovação por escrito antes de comprar.
Cabe mesmo colágeno numa cápsula de 500 mg?
Cabe pouco. O rótulo mostra cápsulas de 500 mg, e duas por dia dão 1 g de conteúdo total para nove ou mais ingredientes. Os estudos de colágeno para a pele usam de 2,5 g a 10 g por dia. Por isso, o colágeno do GlowUp só pode estar em quantidade pequena.
Quanto tempo leva para ver resultado?
A página fala em 3 a 4 semanas. Nos ensaios de ácido hialurônico oral, a hidratação mudou entre 2 e 12 semanas, medida com aparelho. Mudanças que você consiga ver no espelho costumam levar mais tempo, e podem não aparecer.
Posso tomar o GlowUp junto com outros suplementos?
Pode ser que sim, mas some as doses. Como o GlowUp não informa zinco, vitamina E e selênio, você não consegue saber se a soma com um multivitamínico passa do limite. Converse com um profissional de saúde antes de combinar.
Existe garantia de devolução?
Sim, a página oferece 30 dias, com reembolso integral por contato com a empresa. Não há detalhes de prazo de resposta nem de frete de devolução. Pela lei, você ainda tem 7 dias após o recebimento para desistir da compra pela internet.
O GlowUp serve para homens?
A página fala só com mulheres, mas nada na composição é exclusivo feminino. Isso não muda a falta de informação sobre dose. Valem as mesmas observações de segurança.
O GlowUp tem efeitos colaterais?
A página diz que não, por ser “100% natural”. Isso não é confiável: qualquer suplemento pode causar reação, e o zinco em excesso causa enjoo. Gestantes, lactantes e pessoas com doenças devem consultar um médico, como o próprio FAQ recomenda.
O GlowUp substitui protetor solar ou procedimentos estéticos?
Não. O protetor solar é a medida de melhor evidência contra o envelhecimento da pele. Um suplemento, no máximo, complementa. A comparação com botox e sérum na página é de marketing e não indica equivalência.
Como pedir o dinheiro de volta?
Escreva para contato@glowup.com.br com nome, CPF e número do pedido, entre o 20º e o 25º dia de uso. Se não responderem, abra chamado na Monetizze e, se preciso, registre reclamação no Procon ou no consumidor.gov.br.
Vale pegar o plano de cinco meses?
O custo por dia cai para R$ 1,71, mas você paga R$ 257 antes de saber se o produto serve para você. Para quem nunca tomou, o mais prudente é começar pelo plano de um mês. Para quem já decidiu usar, o plano maior é mais barato.
Conteúdo informativo, que não substitui orientação de médico ou nutricionista. Aviso médico.
